Quem se passou foste tu, ó meu!... Então não sabes distinguir prosa de poesia?
Não vês que eu apenas quis explicar o significado (para mim) das letras que compõem a palavra VELHO?...
Ai esta iliteracia!...E a propósito de berlindes: sabes a etimologia dessa palavra?
Fico à espera...
segunda-feira, outubro 30, 2006
sábado, outubro 28, 2006
Lendo Jean Guiton
Estou a ler “Dialogues avec Paul VI” de Jean Guiton, na sua versão original, isto é, em francês.
Vale a pena ler. Este intróito só para vos dizer que entre muitas frases que nos fazem reflectir, encontrei uma que vos deixo como amostra: « Dans l’art des sons, une des notes est le silence et il faut savoir jouer du silence, s’exprimer aussi par les silences».
Na arte dos sons, uma das notas é o silêncio e é preciso saber tocá-lo e saber exprimir-se através dele.
De facto devemos aprender a interpretar o vazio do tempo, a ausência de respostas, através da sinfonia do silêncio…
Bonito, não acham?
Vale a pena ler. Este intróito só para vos dizer que entre muitas frases que nos fazem reflectir, encontrei uma que vos deixo como amostra: « Dans l’art des sons, une des notes est le silence et il faut savoir jouer du silence, s’exprimer aussi par les silences».
Na arte dos sons, uma das notas é o silêncio e é preciso saber tocá-lo e saber exprimir-se através dele.
De facto devemos aprender a interpretar o vazio do tempo, a ausência de respostas, através da sinfonia do silêncio…
Bonito, não acham?
quinta-feira, outubro 26, 2006
VELHO?...
Não sei por quê , mas a palavra VELHO está a perder, qunto a mim, o seu verdadeiro significado. Na maior parte das vezes (será por campaixão?...) é susbtituída por IDOSO. Será assim a palavra VELHO tão "ofensiva" e preconceituosa que seja preciso, em nome de uma "caridade" farisaica, pintá-la de uma "côr" que não é a sua?
As letras que a compõem só por si são duma beleza ímpar:
V de vida, (que nem sempre foi a que gostávamos...)
E de experiência, (que teimam em não a aproveitar...)
L de loucura, (que todos temos um pouco...)
H de horizonte, (com que todos sonhamos...)
O de olhar, (de tanta coisa ver, de olhar a rir, a chorar...)
Não importam as palavras. Importa, isso sim, o amor, o carinho, o respeito... porque afinal fomos nós, OS VELHOS, a origem do vosso ser.
Alguém discorda?!...
As letras que a compõem só por si são duma beleza ímpar:
V de vida, (que nem sempre foi a que gostávamos...)
E de experiência, (que teimam em não a aproveitar...)
L de loucura, (que todos temos um pouco...)
H de horizonte, (com que todos sonhamos...)
O de olhar, (de tanta coisa ver, de olhar a rir, a chorar...)
Não importam as palavras. Importa, isso sim, o amor, o carinho, o respeito... porque afinal fomos nós, OS VELHOS, a origem do vosso ser.
Alguém discorda?!...
terça-feira, outubro 24, 2006
Arejar os neurónios
São 16 horas. Tenho estado a corrigir provas e tenho a sensação de que tudo o que tenho na cachimónia chocalha!...Passou-me há pouco pelas mãos um trabalho de um dos nossos jornalistas na qual descreve um novo desporto que começou aqui há pouco e que dá pelo nome de “paintball”.
Não que queira entravar a marcha do progresso - porque já não tenho pernas para o fazer - mas confesso que me assustam estas formas de divertimento que contém mais de agressividade do que propriamente uma forma de descontracção e lazer.
Dizem-me que são novas técnicas e que são boas para fazer subir a adrenalina!... Seja. Mas eu fico na minha. E sou contra tudo aquilo que contribua para despertar no homem sentimentos bélicos, ainda que sejam tidos por inofensivos...
E como já descontraí um pouco, vou continuar o trabalho...
Não que queira entravar a marcha do progresso - porque já não tenho pernas para o fazer - mas confesso que me assustam estas formas de divertimento que contém mais de agressividade do que propriamente uma forma de descontracção e lazer.
Dizem-me que são novas técnicas e que são boas para fazer subir a adrenalina!... Seja. Mas eu fico na minha. E sou contra tudo aquilo que contribua para despertar no homem sentimentos bélicos, ainda que sejam tidos por inofensivos...
E como já descontraí um pouco, vou continuar o trabalho...
sábado, outubro 07, 2006
Ainda as minhas férias
As férias são para descansar, mas não conseguimos alhearmo-nos do que se passa no mundo. Há sempre aquela tendência própria, aquela curiosidade que nos leva a querer saber, pelo menos, o que dizem os jornais. Foi o que aconteceu comigo. Depois de ter visto, antes de partir, a reportagem sobre a residência de Cavaco Silva na sua recente visita a Espanha em que era mostrada a residência de Franco onde tudo foi conservado, até a cadeira onde se sentava o caudilho, esbarrei com uma notícia num jornal espanhol “La Razón” de 28 de Setembro, em que se dizia que há em Espanha 360 ruas que mantêm uma relação com o regime franquista!
Não foi por isso, no entanto, que a Espanha deixou de progredir ao contrário de Portugal que começou por rebaptizar pontes, ruas, praças, etc., relacionadas com o regime salazarista, e apesar disso está na situação que todos onhecemos.
Não se pode apagar a História por mais negra que ela tenha sido.
Entre nós impera a hipocrisia do lucro que não hesita em renegar as suas origens e o seu passado para atingir os fins em vista. A propósito, li num semanário logo à chegada de férias, que Salazar ia ter um museu em Santa Comba Dão, mas o autarca responsável logo sacudiu a água do capote ao afirmar que “não era uma homenagem a Salazar, mas uma forma de passar aos mais novos a nossa memória colectiva. O que está aqui em causa é um abordagem meramente científica…»
Esta falta de coragem em assumir a responsabilidade histórica tem muito a ver com o estado a que Portugal chegou….É como que envergonharmo-nos dos pais que tivemos. Metaforizando, eles podem ter sido tudo: ladrões, bêbados, malandros, assassinos, mas não deixam de pertencer à nossa origem ao nosso passado. Muitos não devem fazer este raciocínio, porque hoje conta mais o que “somos” do que a maneira como aqui chegámos…
Não foi por isso, no entanto, que a Espanha deixou de progredir ao contrário de Portugal que começou por rebaptizar pontes, ruas, praças, etc., relacionadas com o regime salazarista, e apesar disso está na situação que todos onhecemos.
Não se pode apagar a História por mais negra que ela tenha sido.
Entre nós impera a hipocrisia do lucro que não hesita em renegar as suas origens e o seu passado para atingir os fins em vista. A propósito, li num semanário logo à chegada de férias, que Salazar ia ter um museu em Santa Comba Dão, mas o autarca responsável logo sacudiu a água do capote ao afirmar que “não era uma homenagem a Salazar, mas uma forma de passar aos mais novos a nossa memória colectiva. O que está aqui em causa é um abordagem meramente científica…»
Esta falta de coragem em assumir a responsabilidade histórica tem muito a ver com o estado a que Portugal chegou….É como que envergonharmo-nos dos pais que tivemos. Metaforizando, eles podem ter sido tudo: ladrões, bêbados, malandros, assassinos, mas não deixam de pertencer à nossa origem ao nosso passado. Muitos não devem fazer este raciocínio, porque hoje conta mais o que “somos” do que a maneira como aqui chegámos…
sexta-feira, outubro 06, 2006
Continuação de ontem, 5 de Outubro
Elogio à preguiça
Cá estou de novo para contar como foi o meu dia de ontem, feriado, dia da comemoração da implantação da República e dia do corte da relva da frente e dos lados. Às 16 já estava estafado. Depois da relva, fui apanhar nozes! Conhecem o provérbio que diz que Deus as dá a quem não tem dentes? O provérbio concretizou-se… e as costas pagaram a factura. Com a mola já gasta e enferrujada, imaginem como fiquei!... Partido, esbodegado, empenado, eu sei lá…
Ah! Ainda apanhei umas castanhas de um ouriço que se lembrou de parir mesmo quando eu passava por baixo do castanheiro. Por pouco não me caía na careca…
Finalmente ás 18 horas sentei-me no escritório a ler e por coincidência um texto que fala de ócio… e eu vou transcrever uma passagem:
«Há uma quantidade de gente que é amadora de fazer aquilo que a nós, por exemplo, custaria. Mas eles gostam…Conheci um homem, que tinha sido Governador de Macau, que já estava aposentado de vários cargos, tinha andado também na política e depois da Ditadura tinha sido afastado de tudo, esse sujeito levava um dia inteiro, numa quinta onde morava, montando e desmontando motores. Era o gosto dele! Montava e desmontava… Aparecia sempre ao almoço, ao jantar não, porque tomava banho antes, mas ao almoço aparecia sempre com as mãos imundas por ter andado a apertar válvulas por tudo quanto era motor e a desapertar no dia seguinte. Ele gostava daquilo! Há sujeitos que não gostam de fazer coisa nenhuma senão de estar a olhar para uma nuvem. Eu considero esses tipos utilíssimos, porque ninguém sabe o que sairá dali. Não se conta aquela história de que a lei da gravitação apareceu por ter caído uma maçã na cabeça do Newton? Não era obrigatório que o Newton estivesse a estudar Matemática na altura em que lhe caiu a maçã na cabeça…podia estar a dormir debaixo da árvore, ou ter acordado naquele momento, ou qualquer coisa assim, eu sei lá! Quem me diz que a um homem, cujo ideal é de estar de papo para o ar olhando para as nuvens, de repente se lhe atravessa na cabeça uma ideia?»
O texto é do nosso saudoso professor, escritor e filósofo Agostinho da Silva, um dos meus preferidos. Então esta última frase do texto é “o máximo”!...
Um dia destes vou pôr-me de papo para o ar (não debaixo do castanheiro!...)
e depois contar-vos-ei a ideia que ma atravessou a mona…
Olha!... Já são 23 e 45… o dia já está de pijama. E eu vou fazer o mesmo…Ai as minhas costas…
Cá estou de novo para contar como foi o meu dia de ontem, feriado, dia da comemoração da implantação da República e dia do corte da relva da frente e dos lados. Às 16 já estava estafado. Depois da relva, fui apanhar nozes! Conhecem o provérbio que diz que Deus as dá a quem não tem dentes? O provérbio concretizou-se… e as costas pagaram a factura. Com a mola já gasta e enferrujada, imaginem como fiquei!... Partido, esbodegado, empenado, eu sei lá…
Ah! Ainda apanhei umas castanhas de um ouriço que se lembrou de parir mesmo quando eu passava por baixo do castanheiro. Por pouco não me caía na careca…
Finalmente ás 18 horas sentei-me no escritório a ler e por coincidência um texto que fala de ócio… e eu vou transcrever uma passagem:
«Há uma quantidade de gente que é amadora de fazer aquilo que a nós, por exemplo, custaria. Mas eles gostam…Conheci um homem, que tinha sido Governador de Macau, que já estava aposentado de vários cargos, tinha andado também na política e depois da Ditadura tinha sido afastado de tudo, esse sujeito levava um dia inteiro, numa quinta onde morava, montando e desmontando motores. Era o gosto dele! Montava e desmontava… Aparecia sempre ao almoço, ao jantar não, porque tomava banho antes, mas ao almoço aparecia sempre com as mãos imundas por ter andado a apertar válvulas por tudo quanto era motor e a desapertar no dia seguinte. Ele gostava daquilo! Há sujeitos que não gostam de fazer coisa nenhuma senão de estar a olhar para uma nuvem. Eu considero esses tipos utilíssimos, porque ninguém sabe o que sairá dali. Não se conta aquela história de que a lei da gravitação apareceu por ter caído uma maçã na cabeça do Newton? Não era obrigatório que o Newton estivesse a estudar Matemática na altura em que lhe caiu a maçã na cabeça…podia estar a dormir debaixo da árvore, ou ter acordado naquele momento, ou qualquer coisa assim, eu sei lá! Quem me diz que a um homem, cujo ideal é de estar de papo para o ar olhando para as nuvens, de repente se lhe atravessa na cabeça uma ideia?»
O texto é do nosso saudoso professor, escritor e filósofo Agostinho da Silva, um dos meus preferidos. Então esta última frase do texto é “o máximo”!...
Um dia destes vou pôr-me de papo para o ar (não debaixo do castanheiro!...)
e depois contar-vos-ei a ideia que ma atravessou a mona…
Olha!... Já são 23 e 45… o dia já está de pijama. E eu vou fazer o mesmo…Ai as minhas costas…
quinta-feira, outubro 05, 2006
Como passei o feriado da República
Levantei-me tarde, isto é, cerca das oito da matina. Digo tarde, porque costumo levantar-me às 7. Questão de hábito!... Depos do pequeno almoço "a chefe" atribuiu-me uma tarefa - descascar marmelos! Vejam lá se isto é coisa que se faça num dia em que se festejam as bananas (ver república das) compris?.. Descascámos 15 quilos! Temos marmelada até ao fim dos nossos dias...Eh lá...
nada de confusões.Mamelada daquela que se come, não da que se lambe...
Almoço, e quando pensava que a seguir ia ter folga, " a chefe" impõeme nova tarefa - cortar a relva!...
continuação amanhã...
nada de confusões.Mamelada daquela que se come, não da que se lambe...
Almoço, e quando pensava que a seguir ia ter folga, " a chefe" impõeme nova tarefa - cortar a relva!...
continuação amanhã...
terça-feira, outubro 03, 2006
Férias
Cinco dias em Maiorca! Dias inesquecíveis. Nunca me tinha passado pela ideia que a maior das Baleares oferecesse tantos e tão variados encantos! Além da visita à capital, Palma, fui também à Serra de Tramuntana. Saída em autocarro, uma parte de comboio, depois de eléctrico até Soller e depois em barco, catamarim, até Sa Colobra. Subida da Serra de autocarro, precipícios terríveis que me obrigaram a fechar os olhos...e regresso de novo a Palma em autocarro.
O passeio marítimo, o porto com inúmeros iates ancorados, trasatlânticos num vaivém constante, o aeroporto com saídas e chegadas de aviões de cinco em cinco minutos... Impressionante a vida da cidade!
Gastronomia variada e sempre à base de legumes, peixe e carne fazem de Maiorca um lugar que deve ser visitado.
A catedral gótica construida em calcáreo dourado junto ao mar cuja construção foi iniciada em 1380 e acabada em 1587, é uma visita obrigatória. O seu interior é deslumbrante e riquíssimo!
Belas férias que será difícil esquecer....
Palma à noite e ainda as praias em redor de Palma: Palma Nova, Megalufe, etc...
O passeio marítimo, o porto com inúmeros iates ancorados, trasatlânticos num vaivém constante, o aeroporto com saídas e chegadas de aviões de cinco em cinco minutos... Impressionante a vida da cidade!
Gastronomia variada e sempre à base de legumes, peixe e carne fazem de Maiorca um lugar que deve ser visitado.
A catedral gótica construida em calcáreo dourado junto ao mar cuja construção foi iniciada em 1380 e acabada em 1587, é uma visita obrigatória. O seu interior é deslumbrante e riquíssimo!
Belas férias que será difícil esquecer....
Palma à noite e ainda as praias em redor de Palma: Palma Nova, Megalufe, etc...
domingo, setembro 24, 2006
É domingo e chove
Começou o Outono...É domingo, chove, e eu estou triste por dentro. Não sei se já experimentaram essa sensação. É uma espécie de angústia, uma dor sem doer, uma tristeza sem estar triste. É dificil explicar...mas aqui estou tentando dominar esse sentimento...
A chuva abrandou e eu aproveito para ir até ao quintal ver as árvores que choram e espreitar os pardais que se refugiam debaixo da densa folhagem da buganvília...
A chuva abrandou e eu aproveito para ir até ao quintal ver as árvores que choram e espreitar os pardais que se refugiam debaixo da densa folhagem da buganvília...
domingo, setembro 10, 2006
Hoje é Domingo
O dia acordou carrancudo com núvens a esconder o sol. Algumas folhas começam já a perder a cor verde, outras já se desprenderam dos ramos e atapetam o chão. Já cheira a Outono... para mim, a estação mais triste do ano!
Hoje também não estou a 100%. Estou naqueles dias a que os franceses designam por «le lendemain de la veuille» e que numa tradução livre poderemos traduzir por «ressaca». Não, propriamente aquela ressaca que provém de uns copos a mais, mas aquela disposição que nos diz que saímos fora do habitual e que por isso nos faz molengões.
Casamento simples, familiar, sem salamaleques. E vim hoje aqui apenas para registar um cântico entoado durante a celebração e que julgo digno de registo. Perguntei o autor, mas parece ser já muito antigo. Mas é muito bonito...
Se procuras em vão,ser feliz,
Ouve o que diz esta canção:
Se deveras tu queres ser feliz
Hás-de servir teu irmão.
Todo o homem é um jardim ,
Onde se pode colher uma flor.
Todo o homem é nosso irmão.
E se deve tratar com amor.
Tudo te sorrirá, se tu sorrires;
Tudo te cantará, se tu cantares;
Tudo, tudo, tudo te amará,
Se tu servires, se tu amares.
Se te queixas que o mundo vai mal,
Pensa que o Mundo és tu e eu;
Só de pende de nós, afinal
Que o mundo seja melhor.
Hoje também não estou a 100%. Estou naqueles dias a que os franceses designam por «le lendemain de la veuille» e que numa tradução livre poderemos traduzir por «ressaca». Não, propriamente aquela ressaca que provém de uns copos a mais, mas aquela disposição que nos diz que saímos fora do habitual e que por isso nos faz molengões.
Casamento simples, familiar, sem salamaleques. E vim hoje aqui apenas para registar um cântico entoado durante a celebração e que julgo digno de registo. Perguntei o autor, mas parece ser já muito antigo. Mas é muito bonito...
Se procuras em vão,ser feliz,
Ouve o que diz esta canção:
Se deveras tu queres ser feliz
Hás-de servir teu irmão.
Todo o homem é um jardim ,
Onde se pode colher uma flor.
Todo o homem é nosso irmão.
E se deve tratar com amor.
Tudo te sorrirá, se tu sorrires;
Tudo te cantará, se tu cantares;
Tudo, tudo, tudo te amará,
Se tu servires, se tu amares.
Se te queixas que o mundo vai mal,
Pensa que o Mundo és tu e eu;
Só de pende de nós, afinal
Que o mundo seja melhor.
quinta-feira, setembro 07, 2006
Anedota
Há anedotas e anedotas... Algumas têm, de facto, umaoportunidade e um humor tão subtil que nos deixam bem disposto. Ora leiam esta que acabei de encontrar:
Há dias quando vinha de Lisboa, sentei-me ao lado de um jovem com os cabelos compridos e com mechas verdes, azuis e vermelhas. Achei estranho, mas nada disse, pois cada um tem o direito de usar o cabelo da maneira que quer.
Pouco depois o comboio parou numa estação e entrou para o mesmo compartimento um velhote de cabelos brancos. Como vi que ele se movia com dificuldade, ajudei-o a subir e dei-lhe o meu lugar.
Ele sentou-se, agradeceu e começou a olhar insistentemente para o moço de cabelos coloridos. E tanto olhou que o rapaz perguntou:
Ouça cá ó avozinho, você quando era jovem nunca fez uma extravagância?
E então o velhinho respondeu calmamente:
-Fiz, sim, meu rapaz. Quando era jovem tive relações sexuais com uma arara e agora ao olhar para o seu cabelo estava pensando com os meus botões: Será que este filho da puta é meu filho?
Há dias quando vinha de Lisboa, sentei-me ao lado de um jovem com os cabelos compridos e com mechas verdes, azuis e vermelhas. Achei estranho, mas nada disse, pois cada um tem o direito de usar o cabelo da maneira que quer.
Pouco depois o comboio parou numa estação e entrou para o mesmo compartimento um velhote de cabelos brancos. Como vi que ele se movia com dificuldade, ajudei-o a subir e dei-lhe o meu lugar.
Ele sentou-se, agradeceu e começou a olhar insistentemente para o moço de cabelos coloridos. E tanto olhou que o rapaz perguntou:
Ouça cá ó avozinho, você quando era jovem nunca fez uma extravagância?
E então o velhinho respondeu calmamente:
-Fiz, sim, meu rapaz. Quando era jovem tive relações sexuais com uma arara e agora ao olhar para o seu cabelo estava pensando com os meus botões: Será que este filho da puta é meu filho?
quarta-feira, setembro 06, 2006
Vida rural
Quarta-feira, dia 6 de Setembro
São 14 horas, o termómetro lá fora, à sombra, marca 34.º Estou a descansar, se é que escrever, é uma maneira de o fazer! Mas para mim é... Perguntarão vossências o que fiz para estar assim esbodegado. Ora vejam o que fiz até agora:
Levantei-me às 7 da matina. Barba, banho, pequeno almço...e às oito, ginásio!
O "ginásio" aqui na aldeia não tem nada a ver com o "ginásio" que vossências frequentam aí nas cidades. Eu explico os exercícios que fiz, ou fizemos hoje, porque a minha cara-metade participa também: Enquanto eu cortei as relvas que circundam a minha casa, ela, a cara-metade, limpou, com sacho, os regos que conduzem as águas de rega. Tempo: 3 horas. Debaixo de uma temperatura respeitável! Às 11 horas, poda de arbustos e de hastes de roseiras que ornamentam as entradas, mas que me arranhavam a careca...
Entretanto, ela, a cara-metade, interrompeu para tomar banho e fazer o almoço... Eu continuo a limpar a máquina e a arrumar as ferramentas... 12 horas, hora do meu banho de água fria. Que bom...
Almoço às 12h30. Ementa? Arroz de bacalhau a correr e salada de tomates que foram apanhados, fresquinhos, aqui ao lado. E que saborosos! Os tomates da aldeia são muito mais saborosos do que os da cidade ( Honni soit qui mal y pense!). E agora, como a jibóia, com o calor que faz lá fora, aqui estou a desmoer...sentado!
É assim a vida de aldeia. Mais monótona, menos trepidante, com vantagens e desvantagens... e com "ginásios" onde se podem fortalecer ou desenferrujar os músculos por pouco dinheiro...
Há tempos que procuro alguém para se encarregar dos trabalhos do quintal. Até agora só recebi uma oferta de um candidato lá das bandas da capital, mas que se ofereceu, apenas, para "capataz". Ora para capataz cá estou eu...Portanto cá vamos "gerindo" isto conforme podemos. E basta por agora. A cara-metade lá está no puzzle e como a água do poço está a correr para o tanque,tenho que ir...porque à tarde é preciso regar. É assim a vida de um aldeão!...
São 14 horas, o termómetro lá fora, à sombra, marca 34.º Estou a descansar, se é que escrever, é uma maneira de o fazer! Mas para mim é... Perguntarão vossências o que fiz para estar assim esbodegado. Ora vejam o que fiz até agora:
Levantei-me às 7 da matina. Barba, banho, pequeno almço...e às oito, ginásio!
O "ginásio" aqui na aldeia não tem nada a ver com o "ginásio" que vossências frequentam aí nas cidades. Eu explico os exercícios que fiz, ou fizemos hoje, porque a minha cara-metade participa também: Enquanto eu cortei as relvas que circundam a minha casa, ela, a cara-metade, limpou, com sacho, os regos que conduzem as águas de rega. Tempo: 3 horas. Debaixo de uma temperatura respeitável! Às 11 horas, poda de arbustos e de hastes de roseiras que ornamentam as entradas, mas que me arranhavam a careca...
Entretanto, ela, a cara-metade, interrompeu para tomar banho e fazer o almoço... Eu continuo a limpar a máquina e a arrumar as ferramentas... 12 horas, hora do meu banho de água fria. Que bom...
Almoço às 12h30. Ementa? Arroz de bacalhau a correr e salada de tomates que foram apanhados, fresquinhos, aqui ao lado. E que saborosos! Os tomates da aldeia são muito mais saborosos do que os da cidade ( Honni soit qui mal y pense!). E agora, como a jibóia, com o calor que faz lá fora, aqui estou a desmoer...sentado!
É assim a vida de aldeia. Mais monótona, menos trepidante, com vantagens e desvantagens... e com "ginásios" onde se podem fortalecer ou desenferrujar os músculos por pouco dinheiro...
Há tempos que procuro alguém para se encarregar dos trabalhos do quintal. Até agora só recebi uma oferta de um candidato lá das bandas da capital, mas que se ofereceu, apenas, para "capataz". Ora para capataz cá estou eu...Portanto cá vamos "gerindo" isto conforme podemos. E basta por agora. A cara-metade lá está no puzzle e como a água do poço está a correr para o tanque,tenho que ir...porque à tarde é preciso regar. É assim a vida de um aldeão!...
domingo, setembro 03, 2006
Lobos-desabafo
Hoje de manhã vieram pedir-me para escrever qualquer coisa acerca dos prejuizos que os javalis estão a causar nos milharais e em outras culturas.Já escrevi sobre isso e até juntei fotografias que tirei num desses locais por onde os bichos passaram. Tudo destruído... mas ninguém tomou providências. Nem tomam. Hoje os animais irracionais "merecem" mais do que os homens...
A propósito lembro-me do desvio da A24 entre Viseu e Chaves que foi feito para não "invadir" a área de um alcateia de sete lobos. Esse desvio, segundo os jornais, custou ao Estado entre 100 a 150 milhões de euros!
Perante isto, será que as autoridades (?) deste nosso País se preocuparão com os estragos dos javalis causados aos pobres que ainda tentam sobreviver grangeando o necessário para a sua subsistência?...
Chegámos a uma situção tal que é difícil imaginar qual será o fim de tudo isto...
O certo é que os pequenos estão condenados...Até os bichos estão em primeiro lugar!...
A propósito lembro-me do desvio da A24 entre Viseu e Chaves que foi feito para não "invadir" a área de um alcateia de sete lobos. Esse desvio, segundo os jornais, custou ao Estado entre 100 a 150 milhões de euros!
Perante isto, será que as autoridades (?) deste nosso País se preocuparão com os estragos dos javalis causados aos pobres que ainda tentam sobreviver grangeando o necessário para a sua subsistência?...
Chegámos a uma situção tal que é difícil imaginar qual será o fim de tudo isto...
O certo é que os pequenos estão condenados...Até os bichos estão em primeiro lugar!...
sexta-feira, setembro 01, 2006
Começo de mês
Sexta-feira, 1 de Setembro
Começou hoje mais um mês...o tempo foge! Tenho à minha frente o diário do ano passado aberto na página do dia 1 - uma quinta-feira. O Jorge, a Ana e a Mariana estavam cá nesse dia. Tempo quente, escrevi eu. Mais à frente a anotação dos anos da Isabel e da Lurdes do Couto de Mosteiro.Por curiosidade fui buscar o diário de 2004. Nada de anormal a não ser o tempo que, segundo escrevi, estava fosco e fresco...
Hoje está calor. O termómetro marca 30 graus. Telefonámos à Isabel e à Lurdes.
Agora aqui estamos os dois: um no puzzle, outro a matar o tempo, escrevendo nada...
E, assim sendo, vou parar por aqui.
terça-feira, agosto 29, 2006
Diário
Terça-feira, 29 de Agosto
Está um calor "do caraças" como costuma dizer um chinês que já sabe um pouco de portugês e tem uma loja aqui ao lado. Nesta altura o termómetro marca 33.º à sombra! Tenho a meu lado uma garrafa de água e vou bebendo aos pouquitos para manter o palato fresco. Já não digo as ideias, porque os carecas, por mais que queiram, não conseguem evitar que a cabeça "ferva". E a propósito de ferver, disseram-me hoje que estou a engordar, que devo andar a abusar da panela!...
Quando terminar o Jornal vou ver se compro uma daquelas novas balanças a que os franceses chamam "impédancemètres" e que servem para medir a quatidade de gordura que temos no corpo...O indígena põe-se em cima da balança e os pequenos eléctrodos encorporados na base, em contacto com os pés, enviam uma corrente eléctrica de fraca potência que percorre o corpo, mostrando a seguir o local onde estão as "banhas".... Claro que estou a brincar, pois não é precisa a balança para ver os se situam os "pneus"!... Caça ao dinheiro é que é...
Mas, como ia dizendo, o calor parece que está a dar-me volta à cabeça. Mas não é só a mim. Agora até "despromoveram" o Plutão! Se é coisa que se faça! está tudo mudado. Antigamente(sempre o antigamente), diziam que o calor dilatava os corpos. Agora parece que os encolhe...
Sobretudo alguns músculos!... C'est la vie, como dizia um dos Toninhos que tivemos de aturar.
Chama-se a esta conversa, conversa de "chacha", mas como estou a fazer horas para rever provas, vou matando o tempo...a teclar!
Além disso, como estou a escrever só para mim qual o problema?
E pronto. Toca a fazer revisões....
Está um calor "do caraças" como costuma dizer um chinês que já sabe um pouco de portugês e tem uma loja aqui ao lado. Nesta altura o termómetro marca 33.º à sombra! Tenho a meu lado uma garrafa de água e vou bebendo aos pouquitos para manter o palato fresco. Já não digo as ideias, porque os carecas, por mais que queiram, não conseguem evitar que a cabeça "ferva". E a propósito de ferver, disseram-me hoje que estou a engordar, que devo andar a abusar da panela!...
Quando terminar o Jornal vou ver se compro uma daquelas novas balanças a que os franceses chamam "impédancemètres" e que servem para medir a quatidade de gordura que temos no corpo...O indígena põe-se em cima da balança e os pequenos eléctrodos encorporados na base, em contacto com os pés, enviam uma corrente eléctrica de fraca potência que percorre o corpo, mostrando a seguir o local onde estão as "banhas".... Claro que estou a brincar, pois não é precisa a balança para ver os se situam os "pneus"!... Caça ao dinheiro é que é...
Mas, como ia dizendo, o calor parece que está a dar-me volta à cabeça. Mas não é só a mim. Agora até "despromoveram" o Plutão! Se é coisa que se faça! está tudo mudado. Antigamente(sempre o antigamente), diziam que o calor dilatava os corpos. Agora parece que os encolhe...
Sobretudo alguns músculos!... C'est la vie, como dizia um dos Toninhos que tivemos de aturar.
Chama-se a esta conversa, conversa de "chacha", mas como estou a fazer horas para rever provas, vou matando o tempo...a teclar!
Além disso, como estou a escrever só para mim qual o problema?
E pronto. Toca a fazer revisões....
quinta-feira, agosto 24, 2006
Diário
Li hoje um texto de onde tirei umas "pérolas" que vou guardar, porque parece que fui eu a escrever:
Há, nesta vida, dois factos importantes: o primeiro é que todos nós sofremos derrotas temporárias, de formas diferentes e nas mais diversas ocasiões.O segundo é que cada adversidade dessas traz consiga a semente de um benefício equivalente!
Ainda não encontrei nenhum homem de sucesso, que não tivesse antes sofrido derrotas temporárias. Sempre que um homem supera os reveses, torna-se mental e espiritualmente mais forte... É assim o que aprendemos com as adversidades.
Quer fazer um comentário?...
Há, nesta vida, dois factos importantes: o primeiro é que todos nós sofremos derrotas temporárias, de formas diferentes e nas mais diversas ocasiões.O segundo é que cada adversidade dessas traz consiga a semente de um benefício equivalente!
Ainda não encontrei nenhum homem de sucesso, que não tivesse antes sofrido derrotas temporárias. Sempre que um homem supera os reveses, torna-se mental e espiritualmente mais forte... É assim o que aprendemos com as adversidades.
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terça-feira, agosto 22, 2006
Diário
Terça-feira, 22 de Agosto
"Uma carte de amor"... escrevi no meu diário de ontem! Se a escrevesse haveria alguém que interpretasse o seu verdadeiro sentido? O que é o amor hoje?...
Na minha adolescência li um livro e guardo ainda na memória uma frase que, na altura chamou a minha atenção: " O amor é a projecção vertical de um acto puramente horizontal..." Querem melho definição para o amor de hoje?
Isto para vos dizer que desisti do intento, porque falar de amor na minha idade é um tanto ou quanto ousado. Refiro-me, evidentemente, àquele amor "descartável" que por aí se vê e do qual nada percebo... Casa-se por amor, e por amor se descasa... É a isso que chamam amor?
Aliás, já no meu tempo a palavra tinha vários significados e a frase "amo-te" queria quase sempre exprimir a tal "projecção" de que acima falo...
Agora se eu disser que "amo" a vida, que lhe tenho "amor", então sim, o verdadeiro significado da palavra está bem explícito e bem claro!
Volto amanhã.
"Uma carte de amor"... escrevi no meu diário de ontem! Se a escrevesse haveria alguém que interpretasse o seu verdadeiro sentido? O que é o amor hoje?...
Na minha adolescência li um livro e guardo ainda na memória uma frase que, na altura chamou a minha atenção: " O amor é a projecção vertical de um acto puramente horizontal..." Querem melho definição para o amor de hoje?
Isto para vos dizer que desisti do intento, porque falar de amor na minha idade é um tanto ou quanto ousado. Refiro-me, evidentemente, àquele amor "descartável" que por aí se vê e do qual nada percebo... Casa-se por amor, e por amor se descasa... É a isso que chamam amor?
Aliás, já no meu tempo a palavra tinha vários significados e a frase "amo-te" queria quase sempre exprimir a tal "projecção" de que acima falo...
Agora se eu disser que "amo" a vida, que lhe tenho "amor", então sim, o verdadeiro significado da palavra está bem explícito e bem claro!
Volto amanhã.
segunda-feira, agosto 21, 2006
Diário
Dia 21, segunda-feira, o dia da preguiça. De manhã, quando me levantei doía-me tudo!... O que é bom sinal, pois como dizia o outro "no dia em que te levantares e nada te doer estás morto..." Nunca percebi muito bem como este caramelo ( um termo muito usado pelo Jonh) pode fazer esta afirmação! Será que depois de morto não temos dores?... Vá lá saber-se!...
Mas como dizia levantei-me com dores um pouco por todo o corpo. Por todo o esqueleto só havia "não-presta"!... Banhinho, cafezinho... e ala que se faz tarde. E pronto cá estou... Mas não devo estar muito bom porque reparo agora que só escrevi banalidades. Mas que haveria eu de escever senão coisas sem nexo?
Amanhã vou escrever uma carta de amor só para ver se ainda sei falar dessa coisa que´"é fogo que arde sem se ver..."
A sirene está a tocar. Será fogo, será acidente? interrompo aqui e vou à porta ver o que se passa...
Amanhã continuo...
Mas como dizia levantei-me com dores um pouco por todo o corpo. Por todo o esqueleto só havia "não-presta"!... Banhinho, cafezinho... e ala que se faz tarde. E pronto cá estou... Mas não devo estar muito bom porque reparo agora que só escrevi banalidades. Mas que haveria eu de escever senão coisas sem nexo?
Amanhã vou escrever uma carta de amor só para ver se ainda sei falar dessa coisa que´"é fogo que arde sem se ver..."
A sirene está a tocar. Será fogo, será acidente? interrompo aqui e vou à porta ver o que se passa...
Amanhã continuo...
segunda-feira, agosto 14, 2006
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